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Storytelling: arte de contar histórias



Todo ser humano é um ser social. Vivemos em sociedade, queremos pertencer a grupos e dialogar com nossos pares. Desta forma, todos nós vivemos contando histórias a todo momento. E, se essa técnica funciona para nossa convivência, temos o poder de transferi-la para nossas empresas. E esse é justamente por isso que hoje falaremos de storytelling.


Traduzindo o termo (em inglês "story" significa história e "telling", contar) percebemos que essa ferramenta está centrada em levar a história da sua empresa para potenciais clientes. Mas, mais do que construir uma simples narrativa, o storytelling se apropria da arte de contar histórias usando técnicas inspiradas em roteiristas e escritores para transmitir uma mensagem de maneira inesquecível, que envolva emocionalmente o público.


Um estudo publicado pelo SJ Insights em 2018 revela que uma pessoa comum está exposta à 5 mil marcas e 362 anúncios por dia. Destes, apenas 153 são notados e 86 retidos na memória, mas os consumidores só estão dispostos a se engajar com 12 destes anúncios. E não é só isso: justamente por essa superexposição, em 2017, cerca de 615 milhões de aparelhos já contavam com bloqueadores de anúncios, de acordo com levantamento da PageFair 2017 Global Adblock Report.


Esses dados nos revelam que, cada vez mais, é importante encontrar uma maneira criativa de se fixar na mente dos seus prospects. E é aqui que mora a importância do storytelling. Esta ferramenta permite que você consiga contar uma história única, que envolva o seu potencial cliente e faça com que ele te associe a valores que considera importantes. Lembre-se que, de acordo com a Accenture Strategy, 83% dos consumidores brasileiros estão dispostos a consumir de marcas que tenham valores alinhados aos deles.


Mas afinal, como storytelling me ajuda a conquistar clientes?


Uma boa história possui a capacidade de inspirar pessoas - diferente de fatos ou informações isoladas. Tornando mais fácil o processo de recordação da sua história, o storytelling garante que sua mensagem ficará marcada na mente de seu potencial cliente e, desta forma, sua empresa conseguirá ativar a parte emocional do cérebro, o auxiliando a compreender melhor a mensagem a ser passada e, potencialmente, consumir seus produtos ou serviço.


A função do storytelling para sua empresa pode ser resumida em apenas uma palavra: relevância. E, com a exposição excessiva a marcas e produtos que seus clientes passam diariamente, ser relevante para clientes em potencial é justamente o que vai diferenciar sua empresa das demais.


A jornada do herói


É claro que, como tudo em marketing e comunicação, não existe “receita de bolo” que possa ser aplicada a todas as empresas, obtendo sempre os mesmos resultados. Entretanto, existem formas conhecidas de se montar um storytelling adequado para valorizar o seu empreendimento e ser relevante para seu público. A maneira mais conhecida de se utilizar essa ferramenta foi apresentada por Joseph Campbell em seu livro “O Herói de Mil Faces”.


Na publicação, o autor explica que existe um padrão narrativo em histórias famosas, que sempre gira em torno de um herói - seja ele fictício ou real. Esse padrão se divide em 12 etapas que vamos conferir agora.


1. Mundo comum: É o ambiente que o herói conhece bem, a chamada a zona de conforto. É a vida cotidiana e suas atividades: a casa, o trabalho, a escola, a academia.


2. O chamado da aventura: É o ponto quando o herói se dá conta de que as coisas à sua volta vão mudar. Trazendo para o empreendedorismo, é o momento em que um profissional se vê obrigado a sair da mesmice.


3. Recusa do chamado: O herói recusa ou demora a aceitar o desafio ou aventura. Geralmente, por ter medo ou receio de sair da zona de conforto.


4. Palavra do mentor: É quando o herói encontra o mentor, que o convence a aceitar o chamado e passa a ser o responsável pelo desenvolvimento de suas habilidades.


5. Travessia do limiar: Ponto no qual o herói abandona os limites conhecidos de seu mundo e se aventura em um ambiente novo, desconhecido e até mesmo perigoso.


6. Aliados e inimigos: Quando entra no novo mundo, o herói enfrenta testes, encontra aliados e enfrenta inimigos. Assim, ele aprende as regras desse ambiente.


7. Fronteira de perigo: O herói tem êxito nas provações e segue a jornada. Ele chega, então, a outra fronteira: um lugar mais perigoso, onde está o objeto de sua busca.


8. Provação difícil: A maior situação de crise da aventura. É o momento de maior tensão, que pode pôr tudo a perder ou definir o êxito da jornada do herói.


9. Recompensa ou elixir: O herói enfrentou seu maior desafio, se sobrepôs ao seu medo e obtém uma recompensa (que pode ser metafórica): o elixir. É hora de regressar.


10. O caminho de volta: O caminho de volta é onde começa o terceiro ato da trajetória. O herói ainda está no mundo novo e corre perigo. Os inimigos se mantém observando.


11. Ressurreição do herói: Outro teste no qual o herói enfrenta a morte e deve usar tudo que foi aprendido. Essa etapa é uma espécie de exame final, a última provação.

12. Regresso com o elixir: A volta para o ambiente original. Aqui, podemos entender como uma metáfora para o líder que aprendeu algo novo e agora tem a chance de dividir o conhecimento alcançado.


Conseguiu perceber um padrão? A maioria dos livros ou filmes que você consumiu na vida seguem basicamente essa sequência, apresentando um personagem principal, um problema, um clímax e a solução para o problema encontrado. Analisando como a Jornada do Herói é construída, podemos transferi-la para qualquer situação. Um bom exemplo de como a jornada do herói é utilizada, são os cases de sucesso: uma pessoa que enfrentou barreiras e conquistou o sucesso almejado por meio de trabalho árduo e boas parcerias.


Todos nós somos heróis em nossas próprias jornadas como empreendedores. Entender a maneira como isso pode te ajudar a chegar em seus potenciais clientes, é uma excelente maneira de auxiliar seus processos de vendas e obter o sucesso desejado.


Mas como construir um bom storytelling?


Apesar de sermos seres sociais, nem todos nascemos com talento para escritor ou roteirista. Por isso, aqui vão algumas dicas para construir o storytelling ideal para você ou sua marca:


1. Boas histórias possuem início, meio e fim: parece óbvio, mas esse é um fato importante para destacar a sua história. Se pergunte onde a história começou, como se desenvolveu e qual o ponto de sucesso que alcançou.


2. Transmita uma mensagem inesquecível: sua história deve passar uma mensagem, um ensinamento, deve promover uma mudança de visão para a audiência. Se possível, use recursos visuais para transmitir sua mensagem, foque no conteúdo da história, cause sensações e promova sentimentos ao seu leitor ou ouvinte.


3. Tenha uma solução: ninguém ri de uma piada sem final, bem como ninguém se emociona com uma história que não apresenta uma solução. Se você está apresentando suas dores, lembre-se de garantir que sua história tenha uma solução para elas. É esse ponto que vai garantir o vínculo emocional do cliente com sua marca. É neste ponto que moram os seus valores e a sua visão.


4. Seja realista: pessoas se conectam com pessoas. Histórias mirabolantes ou exageradas podem causar o efeito oposto, fazendo com que sua audiência duvide da solução que sua marca está oferecendo.


5. Foco no tempo: histórias muito longas são cansativas, histórias muito curtas não trazem emoção (que é o principal ponto de um bom storytelling). Desenvolva essa linha de raciocínio pensando em si mesmo como o herói de sua jornada e garanta que sua audiência chegue à mesma conclusão.

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